Mai 10

SOMOS TODOS GÉNIOS

Somos todos diferentes, únicos.

Nascemos diferentes. Temos propósitos únicos. Temos aprendizagens diferentes a fazer na vida. Somos todos génios!

A definição generalizada de génio tem dado origem à crença comum que o génio é alguém raro, com capacidades extraordinárias ligadas ao intelecto. Quem sabe fazer contas matemáticas de cabeça, quem escreve músicas em idades precoces. Ao contrário disso, a genialidade está presente em cada ser humano pelo simples facto de ter nascido! Cada célula do nosso ADN demonstra isso! É como uma semente que está intrínseca em nós. Cada um de nós traz a sua própria semente que precisa de ser reconhecida, vista, acolhida, nutrida e cuidada conforme as suas próprias características.

Como se sentem ao reconhecer essa genialidade dentro de vocês?

Alguns terão dificuldade em acreditar, em sentir, em caber em tal definição. Talvez possa, até,  surgir o pensamento que estamos aqui para trabalhar e, ligado a isso a crença que o trabalho exige esforço, sofrimento e compromisso, antes de ter eventualmente direito ao prazer.

É aqui que as vezes o compromisso com a sociedade, com a vida em geral, ganha passos largos, não fazendo-nos notar o que estamos a fazer e de repente não nos apercebemos quão longe estamos de nos próprios, da nossa essência, dos nossos sonhos, do que nos apaixona. Não acreditamos no nosso poder, na nossa individualidade e singularidade. Não acreditamos no incrível potencial da semente que habita em nos. Tornamo-nos protagonistas de vidas medíocres, pouco inspiradoras, vibramos numa baixa frequência, na queixa e descontentamento. Mesmo aqueles que conseguem ver uma saída, uma solução para a própria insatisfação raramente têm a coragem de realizar realmente os seus sonhos devido a um medo profundo de que falte a capacidade e o poder para completar a longa viagem em direcção a esses sonhos, as próprias paixões, ao nosso Ser.

Mas onde começa essa falta de fê, de confiança em nos próprios?

Na nossa infância, na nossa adolescência. 

A nossa alma não duvida, nem por instante da nossa grandeza, mas a segunda de como nos é permitido viver a nossa infância, algo dentro de nos deixa de confiar, em prole da conexão, do vinculo e reconhecimento que tanto precisamos com os nossos pais, cuidadores.

Muitos de nos até podem ter acreditado durante essas fases de vida, aspirando à grandeza, mas a maioria desiste dos próprios sonhos e de si próprio ao chegar a idade adulta.

Também podemos herdar essa falta de empoderamento e reconhecimento dos nossos pais, que por sua vez desistiram dos deles, levando assim avante um padrão de desonrar a nossa unicidade, genialidade e direito a uma vida satisfatória e apaixonada.

A maioria das crianças pequenas sonham ser estrelas de cinema, futebolistas ou cantores famosos. E a maioria dos adultos vê estes sonhos como fases passageiras na vida de um jovem, dando-lhe pouca importância e até gozando ou diminuindo-as frente a terceiros. Na verdade, estas crianças estão inconscientemente a projectar o seu próprio impulso único, genial, para se destacarem numa área da vida. Este tipo de aspiração sonhadora precoce, se for mantida, aproveitada e orientada, acabará por conduzir as crianças na direcção da sua máxima capacidade, de algo em que se vão tornar mestres!

Lamentavelmente, muitas vezes os sonhos da maioria das crianças são anulados, corrompidos nas próprias casas, ou nos sistemas educativos escolares na monotonia interminável dos currículos estabelecidos, onde se anula a individualidade e grandiosidade de cada Ser.

É na escola que a maioria das crianças aprende a associar o trabalho ao tédio, esforço e fadiga. O problema com generalidade dos sistemas escolares é que tendem a homogeneizar as crianças, tratando-as como um corpo colectivo que precisa de ser educado, em vez de tratar cada indivíduo de forma diferente. Muitas crianças simplesmente não se adequam de todo às escolas e são rotuladas com definições que as vai acompanhar e condicionar durante a vida toda. 

Além disso, se os pais não acreditarem em si próprios, então será muito difícil para eles inspirarem e suportarem criativamente os seus filhos. 

O prazer e o entusiasmo são o combustível do motor que nos leva a brilhar, resplandecer, a distinguirmo-nos. Todas as crianças nascem com o próprio génio, e se lhes for permitido desenvolverem-se na direcção certa, esse génio surgirá inevitavelmente e o trabalho que fazem inspirará outros a fazer o mesmo. O próprio génio é altamente contagioso, tal como o compromisso. Porque o génio é tão contagioso e fortalecedor, ao vivermos a nossa unicidade, podemos verdadeiramente mudar a frequência colectiva de toda a humanidade, influenciar quem está a nossa volta,  empoderarmo-nos e respeitarmo-nos uns aos outros, cada um na sua incomparável expressão.

 Mesmo que façamos algo de que não gostamos, mas que é um trampolim para os nossos sonhos, então isso irá transformar a forma como o fazemos, o animo com o qual o fazemos, pois traz com ele a energia de um propósito maior. No entanto, se fizermos algo de que não gostamos porque a sociedade ou a forma como fomos educados de alguma forma nos pressionou ou condicionou a fazê-lo, então iremos ao encontro de num declínio sombrio.

Esse tipo de compromisso pode facilmente tornar-se um hábito, algo em fiquemos presos uma vida inteira e no fim acabará por esgotar a nossa força vital, a nossa luz, e afastar-nos cada vez mais de nos próprios e do nosso verdadeiro potencial. 

É preciso manter vivo o nosso entusiasmo, a nossa paixão, o caminho da nossa alma vendo tudo o que fazemos como parte da nossa direcção e aprendizagem na vida. 

A centelha do génio está presente à nascença, e se reconhecida e respeitada a criança pode ter uma infância individualmente adaptada e cuidada para estimular e nutrir a chama desse génio em particular!

 

Eu sou única.

Eu nasci diferente.

Eu tenho um propósito único.

Eu tenho aprendizagens únicas a fazer na vida.

Eu sou um génio.

 

Que tal acolhermo-nos com essas afirmações em cada novo instante?

Marzia Carré